Nos dias 2 e 3 de março realizar-se-á o III Seminário do G.A.T.A. – (In)Visibilidades no Trabalho Académico –, que, à semelhança de anos anteriores, tem como propósito estabelecer-se como um momento de partilha e interação entre os diferentes cursos, criando condições para a divulgação de trabalhos desenvolvidos pelos estudantes da ESE. Este ano, o seminário contará com a apresentação de 41 trabalhos, da autoria dos estudantes da ESE. Estes trabalhos enquadram-se em cinco eixos temáticos distintos: Eixo 1: Pluralidade(s) culturais e linguísticas no espaço académico: Este eixo acolhe trabalhos que visibilizem vozes, saberes e experiências frequentemente marginalizados ou silenciados nos contextos académicos. Apela-se à submissão de propostas que explorem os desafios epistémicos e metodológicos de pensar criativamente a investigação, as vivências de estudantes e docentes em mobilidade internacional e o modo como a academia (in)visibiliza comunidades migrantes e falantes de línguas minoritárias. Incentiva-se a reflexão crítica sobre gestos, palavras e saberes não hegemónicos que podem desafiar e transformar o trabalho académico, assim como a partilha de práticas que atendam à(s) pluralidade(s) culturais e linguísticas. Eixo 2: (In)acessibilidades na participação socioeducativa, cultural e desportiva: Neste eixo, incluem-se propostas que tornem visíveis os obstáculos estruturais à plena participação, tanto no ensino superior como em contextos sociais mais alargados. Convida-se à apresentação de trabalhos que abordem as especificidades da participação de grupos sub-representados – por exemplo, estudantes-trabalhadores e outros que veem a sua participação comprometida por condicionantes socioeconómicas, culturais, de género e identidade, de (baixa) escolarização, bem como por necessidades educativas associadas a particularidades motoras, sensoriais e cognitivas. Este eixo pretende ainda discutir criticamente as dinâmicas institucionais de invisibilização, privilegiando uma sensibilidade ética comprometida com a democratização do conhecimento, assim como visibilizar práticas e fatores promotores da participação socioeducativa, cultural e desportiva. Eixo 3: Práticas pedagógicas para a inclusão: Este eixo dedica-se a experiências e investigações que promovam pedagogias atentas às vulnerabilidades e à diversidade das múltiplas comunidades. Incentiva-se a partilha de trabalhos que reflitam sobre metodologias participativas, estratégias de diferenciação pedagógica e dispositivos que favoreçam o reconhecimento e a valorização de todas as pessoas no processo educativo. Através deste eixo, será possível dar visibilidade a opções pedagógicas transformadoras que criem experiências educativas mais humanistas. Eixo 4: A Arte e a Cultura na (re)construção de visibilidades: Neste eixo, acolhem-se propostas que explorem as múltiplas formas de expressão cultural e artística como instrumentos de resistência epistémica e social. Convida-se à reflexão sobre como a criação artística, as manifestações culturais e as práticas performativas podem desafiar narrativas dominantes, conceções hegemónicas e estéticas normalizadas, conferindo destaque a formas de conhecimento e experiências historicamente excluídas ou desconsideradas, assim como visibilizar processos de criação artística e de promoção cultural participativos, potenciadores da inclusão socioeducativa. Eixo 5: Dignidade humana, bem-estar e saúde mental: Com este eixo, pretende-se criar espaço para discussões sobre os desafios crescentes relacionados com a amplitude da condição humana. Incentiva-se a apresentação de trabalhos que reflitam criticamente sobre práticas institucionais, estratégias de cuidado coletivo, experiências educativas, práticas artísticas e desportivas, e formas de organização que promovam o bem-estar integral e a plena dignidade de todas as pessoas. Através destes trabalhos, procura-se criar um espaço de reflexão crítica sobre (in)visibilidades epistémicas, artísticas, sociais, linguísticas e pedagógicas, considerando diferentes estruturas de exclusão e inclusão.
